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Fases da vida

Ciclo e conceção

Dores menstruais intensas, dor nas relações ou dificuldade em engravidar são comuns, mas não normais. Procuramos a raiz no pavimento pélvico, nas vísceras e no corpo inteiro.

O que muda no corpo nesta fase

Entre a primeira menstruação e a menopausa, o corpo da mulher vive em ciclos. As hormonas variam ao longo do mês e, com elas, a energia, o sono, o intestino, a sensibilidade à dor e o desejo. Conhecer o próprio ciclo é uma forma de ouvir o corpo.

Muitas mulheres aprenderam que ter dores fortes todos os meses, faltar à escola ou ao trabalho, ou sentir dor na penetração «faz parte». Não faz. Estas queixas são comuns, mas não são normais, e merecem ser investigadas.

O que pode estar na raiz

A dor pélvica raramente tem uma só causa. Na consulta, olhamos para várias camadas:

  • O pavimento pélvico. Os músculos que sustentam a bexiga, o útero e o intestino podem ficar em tensão permanente, como um punho fechado. Isto pode provocar dor nas relações, dor ao introduzir um tampão, ardor ou vontade frequente de urinar.
  • As vísceras e as suas ligações. Útero, ovários, bexiga e intestino estão ligados por fáscias e ligamentos. Cirurgias, infeções, endometriose ou obstipação crónica podem reduzir essa mobilidade e manter a dor.
  • O sistema nervoso. Quando a dor dura meses, o corpo fica mais sensível e reage a estímulos que antes eram suportáveis. A dor é real, mesmo quando os exames são normais.
  • O resto do corpo. Respiração, postura, coluna lombar, ancas, sono e stress influenciam a pelve.

Na procura de gravidez, o corpo inteiro conta: o ciclo, o intestino, a dor nas relações, a ansiedade dos meses de espera.

Como podemos acompanhar

A primeira consulta começa por uma conversa detalhada sobre o ciclo, a dor, a bexiga, o intestino, a vida sexual e a história clínica. Depois, avaliamos a postura, a respiração, o abdómen e a pelve.

  • Fisioterapia pélvica: avaliação externa e, só com o seu consentimento e quando faz sentido, avaliação interna vaginal, para perceber o tónus, a força e os pontos de dor dos músculos. O tratamento pode incluir terapia manual, exercícios de relaxamento e coordenação, biofeedback, educação sobre a dor e, se necessário, dilatadores para usar em casa.
  • Osteopatia visceral: técnicas manuais suaves sobre o abdómen e a pelve para melhorar a mobilidade dos órgãos e dos tecidos à sua volta.
  • Acupuntura: pode ajudar no alívio da dor menstrual e no bem-estar ao longo do ciclo. Na procura de gravidez, incluindo em processos de procriação medicamente assistida, pode ser um apoio complementar; os estudos sobre o seu efeito nas taxas de gravidez têm resultados mistos, e dizemo-lo com clareza.
  • Abordagem sacro-craniana: toque leve, que muitas mulheres sentem como relaxante em fases de dor e ansiedade.

O acompanhamento complementa o do ginecologista ou da consulta de medicina da reprodução, e nunca o substitui.

Quando procurar o médico

Fale com o seu médico de família ou ginecologista, ou recorra à urgência, se tiver:

  • hemorragia muito abundante (encher um penso ou tampão por hora durante várias horas) ou sangramento entre menstruações ou após as relações;
  • dor súbita e intensa no baixo ventre, sobretudo com atraso menstrual ou teste de gravidez positivo;
  • febre com dor pélvica ou corrimento com cheiro anómalo;
  • perda de peso sem explicação, cansaço extremo ou sangue nas fezes;
  • dor que piora de mês para mês, mesmo com medicação.

Se procura engravidar há 12 meses sem sucesso (ou 6 meses, a partir dos 35 anos), peça uma avaliação de fertilidade.

O que sente

Queixas frequentes nesta fase

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As minhas dores menstruais são intensas

Dores menstruais que a obrigam a faltar ao trabalho, a ficar de cama ou a tomar analgésicos todos os meses são comuns, mas não são normais. Vale a pena perceber o que está por trás e encontrar alívio.

Tenho endometriose

A endometriose é uma doença crónica que pede acompanhamento ginecológico. A fisioterapia pélvica, a osteopatia visceral e a acupuntura podem complementar esse acompanhamento e ajudar a viver melhor com a dor.

Tenho dor pélvica que não passa

Dor no fundo da barriga, na bacia ou no períneo que dura há meses e que os exames nem sempre explicam. A dor pélvica crónica é real e tem muitas vezes várias causas a somar-se; uma abordagem integrativa pode ajudar a encontrá-las.

Tenho dor nas relações sexuais

A dor durante ou depois das relações sexuais (dispareunia) é mais comum do que se fala, sobretudo no pós-parto e na menopausa. Não tem de a suportar em silêncio: a fisioterapia pélvica pode ajudar a perceber a causa.

Estou a tentar engravidar

Quando a gravidez demora, cada mês pesa. A acupuntura, a osteopatia visceral e a fisioterapia pélvica podem acompanhá-la neste caminho como complemento — nunca substituto — da avaliação ginecológica e da medicina da reprodução.

Tenho obstipação / intestino preso

Intestino preso, esforço para evacuar ou a sensação de nunca esvaziar por completo são comuns na gravidez, no pós-parto e em muitas fases da vida. Perceber a causa — muscular, postural ou visceral — pode fazer diferença.

Perco urina ao tossir, rir ou correr

Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercício é comum depois da gravidez, do parto e na menopausa, mas não é normal. A fisioterapia pélvica em Guimarães pode ajudar a perceber a causa e a recuperar a confiança.

Marcações

O primeiro passo é uma conversa

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