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Terapias

Osteopatia sacro-craniana

Uma abordagem de toque muito leve sobre o crânio, a coluna e o sacro. Muitas pessoas sentem-na como profundamente relaxante; a evidência científica sobre os seus efeitos ainda é limitada.

O que é

A osteopatia sacro-craniana, também chamada osteopatia craniana, é uma abordagem osteopática que utiliza um toque muito leve sobre o crânio, a coluna, o sacro e outras partes do corpo. Foi desenvolvida no início do século XX e parte da ideia de que há pequenos movimentos rítmicos nos tecidos que o terapeuta consegue sentir e acompanhar.

É importante ser claro: estes movimentos e o mecanismo proposto não estão demonstrados pela investigação científica, e os estudos sobre a eficácia da osteopatia craniana são poucos e com resultados inconsistentes. Apresentamos esta abordagem com honestidade. Não a usamos para tratar doenças, nem como alternativa a tratamentos médicos.

Porque a utilizamos, então? Porque é segura quando bem aplicada, porque muitas pessoas a sentem como profundamente relaxante e porque o toque calmo e atento tem valor em si mesmo, sobretudo em fases de dor, ansiedade ou grande mudança, como a gravidez e o pós-parto. Raramente é usada sozinha: integra-se numa avaliação global e noutras terapias.

Como funciona uma sessão

A sessão começa com uma conversa e uma avaliação do corpo inteiro: postura, respiração, mobilidade. Depois, deita-se vestida e confortável. As mãos pousam com muito pouca pressão, mais ou menos o peso de uma moeda, na cabeça, na base do crânio, no tórax, no abdómen ou no sacro, e permanecem algum tempo em cada zona.

Muitas pessoas descrevem sensações de calor, de peso ou de relaxamento profundo. Algumas adormecem. Outras não sentem nada de especial, e isso também é normal.

Nos bebés, o toque é ainda mais suave, a sessão pode acontecer ao colo da mãe ou durante uma mamada e respeita sempre o ritmo e o estado do bebé.

Em que situações pode ajudar

Muitas famílias procuram esta abordagem para bebés que parecem tensos, irritáveis ou desconfortáveis depois do nascimento, sobretudo após partos difíceis. Nestes casos, integra-se sempre na osteopatia pediátrica e no acompanhamento do pediatra.

Em adultos, pode ser um complemento em fases de dor persistente, cefaleias de tensão, ansiedade, gravidez e pós-parto, como forma de ajudar o corpo a sair do estado de alerta. Não substitui a avaliação médica de nenhuma destas situações.

O que esperar e quantas sessões

Depois da sessão, pode sentir-se mais calma, sonolenta ou, por vezes, um pouco cansada. O número de sessões é combinado consigo e revisto em função do que sente. Se não houver melhoria, dizemo-lo e procuramos outro caminho.

Perguntas frequentes

É seguro para recém-nascidos?

O toque é muito suave e adaptado ao bebé. Ainda assim, o bebé deve estar a ser acompanhado pelo pediatra, e qualquer sinal de alarme tem prioridade sobre a sessão.

Tenho de acreditar para funcionar?

Não precisa de acreditar em nada. Pedimos apenas que nos diga com sinceridade como se sente durante e depois.

Porque é que o toque é tão leve?

O objetivo não é forçar os tecidos, mas criar um ambiente de calma em que o corpo possa relaxar.

Quando procurar o médico

Dores de cabeça súbitas e muito intensas, alterações da visão, da fala ou da força, febre com rigidez do pescoço, ou, no bebé, recusa alimentar, febre, sonolência excessiva ou fontanela abaulada exigem avaliação médica urgente.

O que sente

Queixas em que pode ajudar

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